dilma

Eleições 2014: falta muito pra mudar…

eleicoes

A estratégia de marketing das oposições no Brasil e na Bahia, são extremamente frágeis e parece que ninguém está vendo isso.

Na Bahia, Souto desistiu da campanha pra apoiar o PMDB, depois de deixar o disse-me-disse permear sobre o nome do candidato das oposições. Geddel é um cara que em alguns minutos de propaganda eleitoral, bem feita, ficará apenas como um representante do prefeito. E pra piorar, não é unanimidade entre as oposições, principalmente, no DEM. O PMDB e seus eternos 15% do eleitorado, vão precisar demais do apoio do prefeito pra passar o PT, em Salvador. No interior do estado a coisa ficará ainda mais difícil, visto que muitas das obras do governo, se concentraram por lá, como o Luz para Todos, Água Para Todos, e outras coisas Para Todos, que não chegaram Para Todos.

O PT, que historicamente tem 20% mais alguns das alianças, perdeu Lídice e o PSB por causa da campanha presidencial. Votos importantes, sim. Porém, com a máquina na mão, o desconhecido (para a grande maioria) Rui Costa passará a ser O candidato do Governo, e aí poderá ser um novo Haddad ou uma nova Dilma, assim como foi Ademar Delgado em Camaçari. Afinal, na urna, as pessoas votam no número do partido, pra só depois, ver o nome do candidato…

Mas no cenário nacional é que vejo o quanto a oposição peca. Ataques sistemáticos a Lula (que é um ícone, mas nem vem aparecendo mais na TV), aos erros da presidente (como a escala em Portugal) e a insistência no caso do Mensalão, serão facilmente rebatidos no horário eleitoral. A Copa é uma incógnita, mas dificilmente as novas manifestações que virão, serão decisivas na eleição. Prova disso foi a recuperação da popularidade de Dilma Rousseff, ano passado. E apesar de toda mobilização nacional contra a FIFA (que eu apoio), tudo pode virar apenas um Flash Mob político (mas nem tanto politizado) e apartidário, sem criar representantes, o que dificultaria a captação por parte de qualquer partido.

Essa campanha pode ser marcada pelas Acusações x Realizações do Governo, e aí, numa comparação rápida com os governos passados, Dilma sairá numa vantagem confortável. Claro que tudo depende do horário político eleitoral, mas com Duda Mendonça por trás, a estrela petista brilhará novamente, ao menos nas propagandas dele…

O certo é que não espero nada de novo, apesar dos oposicionistas de facebook, que nunca “levantaram bandeira” ou acham que mudarão votos via posts sobre Cuba e matérias da “imparcial” Revista Veja. Tudo caminha para a continuidade, e resolvi deixar esse texto aqui, para depois das eleições, analisar se estou certo ou errado.

Está tudo nas mãos de quem vota, mas se quem é votado não mudar a sua postura de marketing eleitoral, o voto será o mesmo das eleições passadas.

Anúncios

Os nazistas estão nas bancas, na Veja.

Joseph Goebbels. O patrono da Veja.

É interessante o texto “os nazistas estão nas ruas! Serra é agredido no Rio. O chefe da facção é o presidente da República”. Mostra exatamente a fúria dos tucanos futuros-derrotados, explícito da maneira mais ridícula que se poderia esperar de um texto jornalístico. Mas vindo da Veja, nada mais é inacreditável.

Se a campanha eleitoral ganhou ares de ódio, foi justamente pela forma vil com que os oposicionistas passaram a encará-la, desde o primeiro turno, e agora, no segundo, feito de forma mais explícita.

O Sr. Reinaldo Azevedo, de Veja, culpou literalmente o Presidente da República pelo ataque quase mortal de uma bolinha de papel sofrido pelo presidenciável José Serra. Comparou Lula a Hitler ao dizer que os petistas agem como a Sturmabteilung, a polícia nazista. Mas ridículo que a comparação é a tentativa de incutir ao PT o “jogo baixo” das eleições desse ano.

Desde o início oficial da campanha os tucanos chutaram abaixo da linha da cintura. Eram acusações na mídia (sulista e permissiva) sobre a sexualidade de Dilma, ficha falsa publicada como verdadeira pela imprensa comprada, tentativa de levar a campanha pra discussão do aborto (que só parou depois da descoberta do aborto da Sra. Mônica Serra, esposa do presidenciável), tentativa de apropriação ilícita da paternidade do Bolsa Família, mistificação da Dilma marxista e os demônios comunistas do PT, panfletos apócrifos, telemarketing do terror e agora, por causa de um rolo de adesivo (usado para quebrar a cabeça do candidato…) o Sr. Azevedo vem dizer que foi Lula quem incitou a violência? Seria cômico, não fosse trágico. Mas vindo da Veja, torna-se aceitável… Não, sinceramente, não.

O Presidente da República foi acusado de chefiar uma facção nazista. Será que isso é liberdade de imprensa? Isso é malandragem da imprensa. O sr Reinaldo Azevedo, apesar de se vangloriar de fazer parte de um dos blogs mais acessados do Brasil, na minha opinião, deve pagar e caro pelas suas leviandades em forma de texto, porque senão a avacalhação irá se tornar corriqueira.

Fascismo, companheiro, é a utilização da Polícia de São Paulo para agredir professores grevistas. Afinal, cassetete é um pouco mais pesado que “bolinha de papel”. E o seu candidato (ah, esqueci, a Veja é imparcial) autorizou essa barbárie quando governador. A Veja sim, é nazista. Talvez Goebbels (o Propagandaminister de Hilter) esteja feliz, no quinto dos infernos, ao ver tamanha canalhice transcrita semanalmente transvestida de jornalismo. É o sonho dele que está sendo realizado pelo semanário: “uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade”.

Mas é compreensível a defesa rasgada e apaixonada desse cidadão. Também, se o Serra comprou R$34 milhões em assinaturas de revistas da editora da Veja, quando governador, o que ele e o seu partido não farão se conseguirem chegar à Presidência do Brasil? Mas, como diria o antigo Capitão Nascimento (agora Coronel): eles NUNCA SERÃO, NUNCA SERÃO…

 

Agora assistam a verdade sobre a AGRESSÃO AO CANDIDATO…