Mulher

Explicando: o que querem as mulheres

Bem, se nem Freud explica, vou tentar lançar a minha opinião sobre o assunto que aflige 10 em cada 10 homens heterossexuais no mundo: o que querem as mulheres?

Assisti um seriado da Globo e tirando as mulheres maravilhosas do elenco, acho que nada me agradou. Então vou procurar deixar registrada minha opinião para posteridade, aqui na internet. Obviamente não tentarei exaurir o tema e sim colocar apenas uma “meia-luz” sobre a pergunta que não quer calar.

Deus me ajude

Em primeiro lugar é necessário frisar algo importantíssimo: “as mulheres” é uma expressão que costuma incomodar “a mulher”. Mulher não é uma manada, não é coletivo. São seres que entre si possuem apenas semelhanças anatômicas. São bilhões de QIs e QEs completamente distintos, uns dos outros. Mulher é pra ser entendida sempre no singular. O que agrada imensamente Maria, irá ofender profundamente Joana. As carícias certas pra Ana, poderá trazer náuseas para Paula, e assim sucessivamente.

Mulher não é bolo, que tem receita e modo de preparo. Não vem com um manual de instrução, pois não são produzidas em série. São seres únicos e devem ser entendidos como tal. Criaturas dotadas de desejos e necessidades implorando para serem saciados. São carinhosas devassas, ladies, perigosas, dissimuladas, dominantes, sutís, gentis, inseguras, divinas e profanas. Querem ser amadas, respeitadas, protegidas, cortejadas, impressionadas, sentidas, aprendidas, apreendidas, dominadas, servidas, renovadas, vividas, exploradas, compreendidas, ouvidas e escutadas, tocadas e mimadas. Desejam sua atenção sempre, mesmo quando insistem em dizer que preferem ficar sozinhas. Querem alguém SÓ pra ela, uma casa, um carro, uma família, um lar, uma cama mais ou menos, mas uma “boa cama”, bom sofá, bom chão… Ou seja, nada demais.

Acredito que o segundo maior problema feminino é justamente a sua necessidade do outro. A mulher não entende a sua soberania e com isso, insistem sempre em buscar a felicidade longe de si. Acreditar que precisam de outra pessoa para alcançar a sua própria felicidade, é sempre um erro. Seus espelhos, que tanto aconselham sobre “você hoje está linda” ou “você está com cara de ontem”, seriam mais úteis se dissessem: “você é soberana e o outro deve ser apenas um complemento da sua vida”. Mas desde Branca de Neve, eles, os espelhos, são sempre superficiais…

Mas o maior problema é…

E agora, sinto-me a vontade para apontar o maior problema da vida das mulheres. NÓS, HOMENS. Senhoras, perdoem-nos. A imensa maioria masculina não está preparada para abrigar em si, tantos conhecimentos sobre o sexo oposto. Sendo assim, reclamam muito das TPMs, das crises de carências, dos acessos de ciúmes, dos momentos de tristeza repentina, das lágrimas derramadas por um beijo de fim de novela e das infindáveis DRs. Os machos ainda procuram confusão por bobagens como a supervalorização excessiva de uma bolsa colorida, das voltas e voltas em shoppings para comprar o mesmo produto que ela viu na chegada, das criticas ao sacro-esporte bretão aos domingos, do computador desligado acidentalmente no final do trabalho por uma vassoura amiga e ainda dos constantes (quase sagrados) atrasos na hora de sair para o teatro.

Enfim, os homens reclamam porque não conseguem compreender a magnitude da mulher. Esse ser maravilhosamente complexo difere de nós exatamente por isso. O homem é simples demais, cartesiano demais, previsível demais e errado demais. Os homens não podem entender a mulher por serem óbvios demais, e ela é exatamente o contrário. O problema é que Ela, a Mulher, acaba se perdendo também ao tentar entender a gente, julgando-nos pela sua complexidade. É irônico, mas nossa simplicidade confunde-as demais.

Ou seja, precisamos estudar bem o nosso público alvo. Enquanto não aprendermos a vê-las, na sua individualidade, analisá-las como seres distintos, e não como nichos de mercado, iremos errar várias vezes na nossa comunicação. E sendo assim, o encantamento das nossas “clientes” ficará cada vez mais difícil. Entender para conquistar, aprendê-las para ensiná-las. Esse é o meu conselho aos mais jovens. Entendam: somos meros rascunhos de Deus, usados apenas como esboço para a Obra Prima da Divindade. E Ele, na sua infinita sabedoria, nos deu de presente à sua maior Criação, para nos fazer feliz, ao fazê-las felizes.

Por Erick da Silva Cerqueira em 13 de agosto de 2011, para a TipoRevista.