Autor: Erick Cerqueira

Penso, logo, digito.

BahiaGate – jabá, corrupção, imprensa e baixarias

bahiagate
Comecei a escrever para a o futebolbahiano.com quando o Dalmo Carrera postou um texto meu, que estava no portal Observatório da Imprensa. O título era “Futebol Baiano 1×0 Imprensa Esportiva”. Na época, criticava a imprensa baiana e alguns dos seus personagens, que afirmavam que o Bahia de Feira jamais venceria o jogo no Barradão, e por isso, o primeiro penta campeonato da história do mandante da partida, era dado como certo. O texto gerou alguns comentários da imprensa, como Silvio Mendes e Elton Serra, e acabamos por debatê-lo pelas redes sociais. Porém, acredito que agora, o caso é muito mais grave.
Defendi Marcelinho Guimarães Filho na presidência do Bahia, em 2011. Critiquei a oposição e fui acusado até de fazer parte do grupo dele, pelos nossos comentaristas. Levei fama e não levei “jabá”. Agora, quando tive acesso a informações de dentro da administração, sobre safadezas e maracutaias dentro da gestão, no final de 2012, tive de mudar de lado, obviamente. E deixo só um aviso: a podridão, ainda nem começou a aparecer.

A divulgação da lista com nomes e números, feita pela diretoria do Bahia, foi um golpe muito forte na imprensa esportiva do estado. Não foi uma lista de “jabá”. Aliás, “jabá” pra mim, sempre foi um eufemismo para corrupção. E essa lista, vai virar uma verdadeira lavanderia de roupa suja da mídia.

Não sou inocente pra acreditar que isso nunca aconteceu. Programas popularescos como os do meio-dia, sempre fizeram isso. Lembro de um ex-prefeito de Itaparica, que por finalizar um contrato de patrocínio com um famoso apresentador da Bahia, teve seu nome jogado na lama diariamente na tv. Vergonhoso? Não, procedimento quase normal, nesse meio.
O Bahia não tem de pagar pesagens para jornalista nenhum. Isso é safadeza. E pelo visto, radialistas que sempre respeitei, como Jailson Barauna, Marinho Junior, Oldemar Seixas, Manoel Petitinga, Dito Lopes, além da namorada de MGF, receberam esse mimo. Patrocínio dos programas, como alguns radialistas se defenderam dizendo ser, eu sinceramente não vejo nada demais. Mas a coisa fica ainda mais grave, quando o presidente da ABCD – Associação Baiana dos Cronistas Desportivos, sócio de Bocão, é dono da Sportgol, empresa que mais teria recebido o suposto “jabá”.
O Bahia não precisava pagar passagens aéreas para familiares e amigos do ex-presidente. Talvez por estarem na lista extinta, Binha e outros torcedores famosos critiquem tanto a atual diretoria, e por isso mesmo, tenha tido destaque na sua entrevista na Metrópole FM, no último jogo. Onde, mesmo o Bahia vencendo, pela primeira vez o vi criticando o time, para felicidade de Edson Marinho Pai, tenha colocado a música “Aleluia” em alto e bom som. Parece que as coisas começam a se encaixar. Afinal, não foi essa a equipe que tirou Antonio Tilémon a “pedido” de Bocão? Bem, vou ouvir os Campeões da Bola hoje a noite…
Bora Baêa Minha Porra! Gostaria de parabenizar a postura da nova gestão Tricolor. E claro, dizer a Marcelinho: transparência não tem limite, e que nesse caso, 90% de transparência é igual a 10% de obscuridade. Se o Presidente Schmidt é gay, MGF, é problema dele. Ao menos está tendo uma atitude de homem na presidência, coisa que o senhor, não teve.
Por Erick Cerqueira
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Eleições 2014: falta muito pra mudar…

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A estratégia de marketing das oposições no Brasil e na Bahia, são extremamente frágeis e parece que ninguém está vendo isso.

Na Bahia, Souto desistiu da campanha pra apoiar o PMDB, depois de deixar o disse-me-disse permear sobre o nome do candidato das oposições. Geddel é um cara que em alguns minutos de propaganda eleitoral, bem feita, ficará apenas como um representante do prefeito. E pra piorar, não é unanimidade entre as oposições, principalmente, no DEM. O PMDB e seus eternos 15% do eleitorado, vão precisar demais do apoio do prefeito pra passar o PT, em Salvador. No interior do estado a coisa ficará ainda mais difícil, visto que muitas das obras do governo, se concentraram por lá, como o Luz para Todos, Água Para Todos, e outras coisas Para Todos, que não chegaram Para Todos.

O PT, que historicamente tem 20% mais alguns das alianças, perdeu Lídice e o PSB por causa da campanha presidencial. Votos importantes, sim. Porém, com a máquina na mão, o desconhecido (para a grande maioria) Rui Costa passará a ser O candidato do Governo, e aí poderá ser um novo Haddad ou uma nova Dilma, assim como foi Ademar Delgado em Camaçari. Afinal, na urna, as pessoas votam no número do partido, pra só depois, ver o nome do candidato…

Mas no cenário nacional é que vejo o quanto a oposição peca. Ataques sistemáticos a Lula (que é um ícone, mas nem vem aparecendo mais na TV), aos erros da presidente (como a escala em Portugal) e a insistência no caso do Mensalão, serão facilmente rebatidos no horário eleitoral. A Copa é uma incógnita, mas dificilmente as novas manifestações que virão, serão decisivas na eleição. Prova disso foi a recuperação da popularidade de Dilma Rousseff, ano passado. E apesar de toda mobilização nacional contra a FIFA (que eu apoio), tudo pode virar apenas um Flash Mob político (mas nem tanto politizado) e apartidário, sem criar representantes, o que dificultaria a captação por parte de qualquer partido.

Essa campanha pode ser marcada pelas Acusações x Realizações do Governo, e aí, numa comparação rápida com os governos passados, Dilma sairá numa vantagem confortável. Claro que tudo depende do horário político eleitoral, mas com Duda Mendonça por trás, a estrela petista brilhará novamente, ao menos nas propagandas dele…

O certo é que não espero nada de novo, apesar dos oposicionistas de facebook, que nunca “levantaram bandeira” ou acham que mudarão votos via posts sobre Cuba e matérias da “imparcial” Revista Veja. Tudo caminha para a continuidade, e resolvi deixar esse texto aqui, para depois das eleições, analisar se estou certo ou errado.

Está tudo nas mãos de quem vota, mas se quem é votado não mudar a sua postura de marketing eleitoral, o voto será o mesmo das eleições passadas.