BahiaGate – jabá, corrupção, imprensa e baixarias

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Comecei a escrever para a o futebolbahiano.com quando o Dalmo Carrera postou um texto meu, que estava no portal Observatório da Imprensa. O título era “Futebol Baiano 1×0 Imprensa Esportiva”. Na época, criticava a imprensa baiana e alguns dos seus personagens, que afirmavam que o Bahia de Feira jamais venceria o jogo no Barradão, e por isso, o primeiro penta campeonato da história do mandante da partida, era dado como certo. O texto gerou alguns comentários da imprensa, como Silvio Mendes e Elton Serra, e acabamos por debatê-lo pelas redes sociais. Porém, acredito que agora, o caso é muito mais grave.
Defendi Marcelinho Guimarães Filho na presidência do Bahia, em 2011. Critiquei a oposição e fui acusado até de fazer parte do grupo dele, pelos nossos comentaristas. Levei fama e não levei “jabá”. Agora, quando tive acesso a informações de dentro da administração, sobre safadezas e maracutaias dentro da gestão, no final de 2012, tive de mudar de lado, obviamente. E deixo só um aviso: a podridão, ainda nem começou a aparecer.

A divulgação da lista com nomes e números, feita pela diretoria do Bahia, foi um golpe muito forte na imprensa esportiva do estado. Não foi uma lista de “jabá”. Aliás, “jabá” pra mim, sempre foi um eufemismo para corrupção. E essa lista, vai virar uma verdadeira lavanderia de roupa suja da mídia.

Não sou inocente pra acreditar que isso nunca aconteceu. Programas popularescos como os do meio-dia, sempre fizeram isso. Lembro de um ex-prefeito de Itaparica, que por finalizar um contrato de patrocínio com um famoso apresentador da Bahia, teve seu nome jogado na lama diariamente na tv. Vergonhoso? Não, procedimento quase normal, nesse meio.
O Bahia não tem de pagar pesagens para jornalista nenhum. Isso é safadeza. E pelo visto, radialistas que sempre respeitei, como Jailson Barauna, Marinho Junior, Oldemar Seixas, Manoel Petitinga, Dito Lopes, além da namorada de MGF, receberam esse mimo. Patrocínio dos programas, como alguns radialistas se defenderam dizendo ser, eu sinceramente não vejo nada demais. Mas a coisa fica ainda mais grave, quando o presidente da ABCD – Associação Baiana dos Cronistas Desportivos, sócio de Bocão, é dono da Sportgol, empresa que mais teria recebido o suposto “jabá”.
O Bahia não precisava pagar passagens aéreas para familiares e amigos do ex-presidente. Talvez por estarem na lista extinta, Binha e outros torcedores famosos critiquem tanto a atual diretoria, e por isso mesmo, tenha tido destaque na sua entrevista na Metrópole FM, no último jogo. Onde, mesmo o Bahia vencendo, pela primeira vez o vi criticando o time, para felicidade de Edson Marinho Pai, tenha colocado a música “Aleluia” em alto e bom som. Parece que as coisas começam a se encaixar. Afinal, não foi essa a equipe que tirou Antonio Tilémon a “pedido” de Bocão? Bem, vou ouvir os Campeões da Bola hoje a noite…
Bora Baêa Minha Porra! Gostaria de parabenizar a postura da nova gestão Tricolor. E claro, dizer a Marcelinho: transparência não tem limite, e que nesse caso, 90% de transparência é igual a 10% de obscuridade. Se o Presidente Schmidt é gay, MGF, é problema dele. Ao menos está tendo uma atitude de homem na presidência, coisa que o senhor, não teve.
Por Erick Cerqueira
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