Política= Mída + instrumentos – inimigos

O pleito de 2012 será marcado, para sempre, como as Eleições da Corrupção. Nenhum eleitor confia plenamente em seu candidato. Nas redes sociais, o que se vê, são pessoas acusando o candidato opositor. Mas em nenhum momento eles ressaltam as qualidades do seu candidato.

No Brasil da impunidade e dos absurdos, até a Justiça parece ter entrado na jogatina política. O STF julgou o Caso do Mensalão do PT às vésperas de uma eleição. A ideia de incentivar na decisão do eleitor foi tão acintosa, que o principal nome petista do “esquema”, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, curiosamente foi julgado quatro dias antes das eleições.

Em São Paulo

Porém, parece não ter dado resultado. O PT acabou saindo dessa eleição, como o partido que mais voto obteve no Brasil. Mas o que esperar de um país onde a Justiça precisa impedir um candidato Ficha Suja de assumir o mandato, mesmo depois de ter vencido as eleições de forma democrática? Mas não seria o povo quem deveria condená-lo, não elegendo os ficha-sujas?

Pois bem, a imundice está por toda parte. A Folha de São Paulo  levantou suspeitas sobre uma licitação do Ministério da Educação, quando Fernando Haddad, o candidato a prefeitura da capital paulista, era o ministro. No dia seguinte, a campanha petista lembrou o episódio onde o vice de Serra, Alexandre Schneider, contratou, sem licitação, a Fundação Victor Civita (ligada a Editora Abril – leia-se, Veja) para treinamento de professores, deixando um rombo de R$ 611 mil, quando era secretário Municipal de Educação do governo Kassab.

Já na Bahia

Em Salvador, a briga está entre o PT de Pelegrino e o DEM de ACM Neto. Do lado dos democratas a acusação mais efetiva recai sobre o time de Mensaleiros Petista. Do lado do PT, até pronunciar a sigla ACM dá azar na Bahia. A Rede Bahia, de propriedade da família Magalhães, desde o início do ano passou a apresentar comerciais do Instituto Antônio Carlos Magalhães. No início de setembro de 2012, o Instituto promoveu a Semana de Ação, Cidadania e Memória. O evento claramente com caráter eleitoreiro, foi destaque até no Estadão. A TV Bahia, que é uma concessão pública “doada” por ACM (então Ministro das Telecomunicações do Governo Sarney, 1986) à sua própria família, passou a exibir constantemente comerciais do evento e frisar a sigla do Instituto, homônimo ao candidato do DEM, durante mais de duas semanas na TV dos Magalhães. Mera coincidência.

Do outro lado, para equilibrar as coisas, o governador Jacques Wagner foi para o programa mais populista da TV baiana, o Balanço Geral, informar que a Bahia não irá participar do Horário de Verão, como solicitou mais de 75% da população. Fins eleitoreiros? Acho que não. Apenas mais uma coincidência como no caso da Semana de Ação, Cultura e Memória.

Para finalizar, na semana da eleição, a Revista Veja colocou na sua capa, o ministro Joaquim Barbosa, como “o menino pobre que mudou o Brasil”, lançando assim o novo herói nacional. Lembrei da afirmação de Bertolt Brecht: “triste da nação que não tem heróis… Não, triste da nação que precisa de herói”. E como é triste o estado da nossa Nação. Decerto, a moralidade perdeu o rumo em nosso país. A imprensa cada vez mais assumindo seu caráter de “santinho político partidário”, a esquerda se confundindo com a direita, a corrupção ambidestra, o certo dando lugar ao menos-errado, e tudo agradando apenas aos alienados militantes e aos abastados políticos. Nietzsche já ensinava: “um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. Nós é que nunca quisemos aprender…

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