Memórias de Natal e Réveillon

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Confesso: sempre gostei das festas de fim de ano.

O sonho de consumo de qualquer menino na década de 80

Lembro que quando criança adorava ganhar presentes, mas também tinha pena dos adultos. Como devia ser sem graça o dia 25/12 pra eles… Coitados. Esperavam o ano todo para chegar o Natal e aí… Nunca ganhavam brinquedos. Eram calças, camisas, cintos, brincos, colares, perfumes e nos casos mais tristes, alguns ainda davam livros. Argh!! Como podia Papai Noel ser tão cruel com eles? Claro que não acreditava no bom velhinho. Afinal, nunca tive casa com chaminé e se ele entrasse pela porta ou janela, meu cachorro latiria. Mas minha mãe insistia em esconder o presente debaixo da árvore quando eu caia no sono. Lembro até de fazer esforço, uma vez, pra ficar acordado e pegar meus pais em flagrante. Porém o sono era cruel com quem brincava o dia inteiro nas férias, e abusava ainda mais quando me juntava com meus primos e o resto da família. Porém, Natal não é dia 24. Dia 25, era só nesse dia que nós pegávamos nossos presentes. Bolas de futebol, Playmobil, Comandos em Ação, Atari, S.O.S. Comandos, Lego, carros, barcos e claro, jogos. Banco Imobiliário, Detetive, Scotland Yard, Ludo, Dama, Xadrez… Como era bom acordar no Natal. Contudo, senhoras e senhores, a gente cresce. E aí paramos de ganhar brinquedo. Quando penso na primeira camisa que ganhei de uma tia minha, lembro o quanto foi traumatizante.

Ficando velho…

O ano era 1990 e poucos. A autora, minha Tia Dora. Justo ela, que nos comprava com chocolates para espremer nossas espinhas. Foi traumático, de verdade. Essa mesma tia, havia me dado uma sequência muito boa de presentes natalinos. Comandos em Ação, Aquaplay, Skate e de repente… camisa. Não acreditava nisso, mas eu havia crescido (ou ao menos ficado mais velho, dirão os engraçadinhos sobre minha altura). Depois desse episódio comecei a ganhar presente de adulto e o vigésimo quinto dia de dezembro, tinha perdido a graça. Passei a não esperar tanto pelo final do ano e esfriei em relação àquele gordo com roupa quente, esquisita e pra piorar, vermelho e preta. Aquele barbudo passou a não significar mais nada para mim. Contudo a coisa ainda podia piorar. E piorou. Agora era eu quem deveria comprar presentes e, em alguns casos mais extremos, ainda ia escolher brinquedos para dar aos meus irmãos e sobrinhos. O Natal passou uma preocupação com o que comprar para os outros. Enfrentar filas enormes, entrar em lojas superlotadas, disputar centímetros quadrados em Shopping Centers e tudo isso para presentear aos outros. Só o amigo secreto lembra os tempos de criança. Aí descobri: festa de adulto não é Natal, e sim, Réveillon. Compram roupas brancas e se arrumam para a grande virada do ano, vão pra praia, pulam sete ondinhas (?)… Alguns enfrentam filas absurdas para viajar, chegar no interior ou na ilha e ver a queima de fogos de fim de ano. Então se você prefere o Natal ou o Réveillon, não interessa. O importante é curtir o final de ano e ter a expectativa que no ano que vem tudo vai ser diferente. Mas aviso aos amigos. Não adianta ficar mandando as “correntes da fortuna” por email durante o ano, nem mesmo ficar somente me desejando “muito dinheiro no bolso”. Isso não deu certo até hoje. Aproveitem e mandem logo em espécie e façam um 2011 diferente e melhor.  

Feliz Ano novo para todos e que em 2011 seja o ano das grandes mudanças, sempre para melhor, na vida de todos.

 Aqui um presente de Papai Noel pra galera que usa corel. Calendário de 2011 na versão Corel11.

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