Paul is LIVE, and let die…

No dia dos Músicos, parabéns a todos que pertencem a mesma classe de homens como Sir Paul McCartney.

Eu fui para o Show dos Stones em Copacabana, em 2006. Lembro que ao chegar em Salvador ouvi um comentário bem interessante:

– Sair daqui, pagar avião, pra ir assistir aquele velho seco, se requebrando no palco. Que gosto, viu…

A autora do comentário não sabia que ali, no palco, estava a segunda maior banda de rock de todos os tempos. Não era somente um show: era uma celebração da música, em forma de sonho, tornando-se realidade para aquela multidão de avôs, pais, filhos, netos, numa praia do Rio de Janeiro. Era o maior show dos últimos 500 anos do Brasil.

Aí veio o show de Sir Paul McCartney no Brasil. E os Stones, ficaram para trás. Afinal, o cara fez parte da maior banda de todos os tempos.

Sir Paul não é só um ex-Beatle. Ele consegue ser mais do que um Beatle. Algo impensável, mas real. Alternando entre canções antigas do quarteto de Liverpool e obras primas da sua carreira solo, aquele senhor pulava, cantava, trocava de instrumentos, desafinava, caia no chão, enfim, não era só uma apresentação artística. Não importava se a voz faltava, se ele não acompanhava uma nota mais alta. Ele era o show.

Meu irmão, que foi me representar no show de SP :), sempre brincou dizendo:

“Numa banda com Paul, George e John, qualquer baterista faria sucesso. Ringo era o maior sortudo da música”.

Aí eu assisti, ainda que pela Globo, o show. O baterista da banda era Abe Laboriel Jr. No currículo, tocou com Steve Vai e Seal. Grande profissional. Na guitarra Rusty Anderson. No currículo, tocou simplesmente com Carlos Santana e Joe Cocker. No baixo, Brian Ray que já dividiu o palco com Keith Richards e Peter Frampton.  Na direção musical: Paul Wix. Ex-Styx e Jim Diamond. Agora uma pergunta. Quantos de vocês sabiam disso? E quem viu a banda?

Pois é. Mesmo com uma banda de altíssimo nível, as atrações estavam naquele senhor que se esforçava pra falar algumas frases em português. Ele é o show. E a banda de grandes nomes, fica ofuscada, é um background de luxo.

Canções como Let it be, Live and let die, Get back e a mais tocada de todos os tempos, Yesterday, deram o tom de nostalgia da noite. Como se emocionar com Something, obra-prima de George Harison? Sir Paul fez é o Cara. Agora é esperar o DVD para colocar na coleção, ao lado do SongBook dos Stones.

Um show memorável. E confesso: morri de inveja de quem foi. Mas como mandei meu representante… Valeu, Vinho. Beijos, meu irmão.

Mas fico me perguntando: o que diria a autora daquele comentário do início do texto? Pagar R$ 400,00 para ouvir um monte de música velha, cantada por um véio que canta embolado. É tem gente que nunca vai entender o que significa um Show de Paul McCartney.

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