A difícil arte de conviver

guernica2A arte mais difícil de todas é o convívio humano. Conviver ou lidar com o próximo, muito próximo, é coisa que poucos conseguem fazer sem sair arranhados ou arranhar a alguém. Mas, infelizmente, o homem é um ser sociável e precisa conviver com outros, então o que fazer?
Primeiro é necessário entender o que é o convívio.
Conviver é o conjunto de manobras e ações que precisamos estabelecer para viver muito tempo junto a outros, em bandos, em grupos, em sociedade. Dentrte esses grupos destacam-se a família, escola e o trabalho. Por isso, por uma questão didática veremos um-a-um a partir de agora.

Família é bom no retrato
O nosso primeiro bando é a família. Nesse ambiente acolhedor é onde aprendemos o significado de palavras como amor, respeito, carinho e compreensão  mas também rusgas, ingratidão, desavenças, traição. Atire a primeira pedra aquele que nunca brigou com um primo ou discutiu com um tio ou um irmão.
O convívio constante gera o conhecimento do outro e salienta os seus defeitos. Isso é plenamente notado no casamento, onde descobrimos os defeitos da namorada, a falta de paciência dela com questões corriqueiras (como a toalha na cama), o mau-humor ante uma partida de futebol no domingo, a cara fechada quando retornamos tarde da noite das baladas com os amigos e principalmente quando descobrimos que elas não acordam com o cabelo arrumado e maquiadas todos os dias.

O trauma da Escola
O segundo grupo ao qual precisamos paciência é a escola. Esse local onde crianças e jovens aturam professores chatos, aulas monótonas e disciplina rígida imposta por desconhecidos é o habitat ideal para as confusões. Coleguinhas espancam coleguinhas, colam seus cadernos, amarram seus cadarços na cadeira, beijam a namorada alheia, se espancam no futebol nos intervalos e criam os seus primeiro bandos organizados. É a galera da 5ªA contra a galera da 5ªB.

O pior dos habitats
Saindo da escola muitos acabam caindo no campo mais ardiloso da vida. O trabalho.
Esse ambiente repleto de bichos-homens, bichos-mulheres e bichos-homos, é  a maior diversidade de adversidades do planeta terra. Os seres ali implantados são os mais difíceis de serem aturados e entendidos, mas pra facilitar, farei um pequeno glossário. Esse glossário é uma uma tentativa de qualificá-los individualmente, mas nada impede de vermos seres com características de topos esses tipos reunidos em um só.

Colegas bonzinhos
São seres empenhados em resolver suas tarefas, se dar bem com a maioria dos colegas e ficar longe das confusões. Porém, como toda árvore que dá bons frutos, é constantemente alvo de pedradas por parte dos outros. Normalmente são facilmente irritados e não conseguem compreender os outros, por isso é um ser bomba, que pode explodir a qualquer momento. Dificilmente ocupam cargos de chefia por causa das intrigas dos outros tipos junto ao chefe.

Colegas preguiçosos
Esses não estão nem ai e nem estão chegando. Costumam ser pontuais, chegam e saem no horário, mas passam a maior parte do dia jogando paciência no computador, no orkut ou msn. Cumprem os horários mas quase não produzem. Seu nome científico é funcionarius publicus modernus. Existem em quase toda empresa privada ou pública. São seres inofensivos e costumam ser bem sociáveis.

Colegas puxa-sacos-honorárius
Esse é o ser mais comum em repartições. Normalmente são “muuuito” ligados ao chefe. São alpinistas profissionais e estão sempre visando o local do cortejado. São audazes fofoqueiros e estão sempre por dentro da vida alheia para poder colher informações úteis para passar ao seu superior. São ardilosos, disfarçam-se de bonzinhos de início, mas sua máscara costuma cair muito rápido. São ferozes e peçonhentos e é necessário cuidado com eles, pois suas intrigas chegam rápido nas mãos de quem decide o futuro do próximo. Tipo muito perigoso mas facilmente identificável.

Colegas nadas-superiores
Esse é o caso clássico do síndico que pensa que é dono do prédio. São seres de origem humilde, galgando cargos muito rapidamente, que acabam por se achar mais importante do que deveriam. Costumam tentar questionar ordens do chefe ou atribuir a sí próprio as benécies concedidas pelo seu superior aos outros colegas. Seu habitat é o setor administrativo-pessoal. É uma espécie inofensiva e fácil de ser manipulada. Basta deixá-lo acreditar da sua pretensa ilusão de ser “superior hierarquicamente” e ele pode ser mantido no seu lugar. Não são Nada, mas se acham Superiores.

Conclusão
Por tanto senhores esses são os principais tipos de “colegas institucionais”. Agora com esse conhecimento, tente traçar uma linha de raciocínio e ver onde você se encaixa. Talvez, com o problema sendo exposto de forma tão clara, fique mais fácil prever qual será o seu remédio para curar-se de seu problema. Também é aconselhável traçar o perfil dos seus colegas atuais para ajudar a se prevenir dos peçonhentos e se adequar a realidade dos outros. É importante também traçar o perfil do seu chefe, pois a depender do seu estilo pode sofrer mais ou menos influências dos seus colegas. Mas os Chefes serão abordados em outro artigo.
Boa sorte pessoal na difícil arte da convivência.
“Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência” (ou talvez não…)

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